sexta-feira, 6 de outubro de 2017
sábado, 10 de junho de 2017
Papa Francisco e a Santíssima Trindade: “Uma pessoa que ama os outros pela própria alegria de amar é reflexo da Trindade. Uma família em que se ama e se ajuda uns aos outros é um reflexo da Trindade. Uma paróquia em que se quer o bem e se partilham os bens espirituais e materiais é um reflexo da Trindade (…) A Virgem Maria, criatura perfeita da Trindade, nos ajude a fazer de toda a nossa vida, nos pequenos gestos e nas escolhas mais importantes, um hino de louvor a Deus amor”.
Santo Agostinho de Hipona, grande teólogo e doutor da Igreja, tentou exaustivamente compreender este grande mistério. Certa vez, passeava ele pela praia, completamente compenetrado, pediu a Deus luz para que pudesse desvendar o enigma. Até que deparou-se com uma criança brincando na areia. Fazia ela um trajeto curto, mas repetitivo. Corria com um copo na mão até um pequeno buraco feito na areia, e ali despejava a água do mar; sucessivamente voltava, enchia o copo e o despejava novamente.
Curioso, perguntou à criança o que ela pretendia fazer. A criança lhe disse que queria colocar toda a água do mar dentro daquele buraquinho. No que o Santo lhe explicou ser impossível realizar o intento. Aí a criança lhe disse: “É muito mais fácil o oceano todo ser transferido para este buraco, do que compreender-se o mistério da Santíssima Trindade”. E a criança, que era um anjo, desapareceu.
Santo Agostinho concluiu que a mente humana é extremante limitada para poder assimilar a dimensão de Deus e, por mais que se esforce, jamais poderá entender esta grandeza por suas próprias forças ou por seu raciocínio. Só o compreenderemos plenamente, na eternidade, quando nos encontrarmos no céu com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Santo Agostinho de Hipona, grande teólogo e doutor da Igreja, tentou exaustivamente compreender este grande mistério. Certa vez, passeava ele pela praia, completamente compenetrado, pediu a Deus luz para que pudesse desvendar o enigma. Até que deparou-se com uma criança brincando na areia. Fazia ela um trajeto curto, mas repetitivo. Corria com um copo na mão até um pequeno buraco feito na areia, e ali despejava a água do mar; sucessivamente voltava, enchia o copo e o despejava novamente.
Curioso, perguntou à criança o que ela pretendia fazer. A criança lhe disse que queria colocar toda a água do mar dentro daquele buraquinho. No que o Santo lhe explicou ser impossível realizar o intento. Aí a criança lhe disse: “É muito mais fácil o oceano todo ser transferido para este buraco, do que compreender-se o mistério da Santíssima Trindade”. E a criança, que era um anjo, desapareceu.
Santo Agostinho concluiu que a mente humana é extremante limitada para poder assimilar a dimensão de Deus e, por mais que se esforce, jamais poderá entender esta grandeza por suas próprias forças ou por seu raciocínio. Só o compreenderemos plenamente, na eternidade, quando nos encontrarmos no céu com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
sábado, 29 de abril de 2017
quinta-feira, 23 de março de 2017
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
terça-feira, 8 de novembro de 2016
DAVI PAULO COELHO
ROBERTO TALAU
A COMUNHÃO DOS SANTOS
No
início deste mês de Novembro vamos refletir sobre o que significa ser santo e
sobre a comunhão dos santos. No Evangelho de São Mateus encontramos estas
palavras de Jesus: “Sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito”
(5,48). Portanto, Deus é o único santo. O apóstolo Pedro nos exorta: “Como é
santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos, também vós, em todo vosso
proceder” (1Pd 1,15). Pelo batismo, recebemos a graça de Deus e a Santíssima
Trindade vem habitar em nós. Somos templos do Espírito Santo e devemos
conservar sempre Deus em nós, abrindo-nos sempre mais a Ele, deixando que sua
graça nos transforme. Assim, vamos nos assemelhando cada vez mais ao Deus
Santo. Isto é fruto do nosso esforço, mas é, sobretudo, dom da graça do
Espírito Santo.
Deus
é amor. Ser santo é, portanto, viver o amor puro a Deus e aos irmãos. Cristo
mesmo falou que os benditos de seu Pai são aqueles que, por causa dele, fazem o
bem a todos os necessitados. A palavra “Santo”, deriva do latim, e
descreve a alma cristã que, incorporada em Cristo pelo Batismo, é morada do
Espírito Santo. Essa alma é um santo no sentido original da palavra. Mas hoje comumente
chamamos de santo àqueles que estão no céu.
A
Igreja preserva o sentido original da palavra na oração do Credo dos Apóstolos,
quando dizemos “creio na comunhão dos santos”. Esta comunhão refere-se a uma
comunicação entre as almas em que o Espírito Santo, o Espírito de Cristo, tem a
sua morada. Esta comunicação diz respeito em primeiro lugar a nós mesmo, que
somos membros da Igreja na terra. Essa nossa comunhão chama-se Igreja
militante, isto é, a Igreja que ainda luta com o pecado e o erro. Quando
caímos em pecado mortal cortamos a comunhão com os outros membros do Corpo
Místico de Cristo enquanto continuarmos a excluir o Espírito Santo da nossa
alma. As almas do purgatório também são membros da comunhão dos santos. Estão
confirmadas na graça para sempre, embora tenham que purificar-se dos seus
pecados veniais e das dívidas de penitência. Não podem ver a Deus ainda, mas o
Espírito Santo está com elas e nelas, e nunca o poderão perder. A este “ramo”
de comunhão da Igreja designa-se como Igreja padecente. E finalmente,
temos a Igreja triunfante, que é composta pelas almas dos
bem-aventurados que se encontram no céu. É a Igreja eterna, a que absorverá
tanto a Igreja militante como a padecente depois do Juízo Final.
Isso
significa que todos nós estamos unidos em Cristo, os santos do céu, as almas do
purgatório e os que ainda vivemos na terra, e devemos ter consciência das
necessidades dos outros. Por isso os santos do céu amam todas as almas em que
Cristo habita. Os santos devem amar as almas que Jesus ama, e o amor que os
santos do céu têm pelas almas do purgatório e pelas almas da terra não é um
amor passivo, estão intercedendo por nós. Se a oração de um homem bom na terra
pode mover o coração de Deus, como não será a força das orações que os santos
oferecem por nós! Eles são os heróis de Deus, seus amigos íntimos.
Nós,
da nossa parte, devemos venerar e honrar os santos. Não só porque eles
intercedem por nós, mas porque o nosso amor a Deus assim o exige. Os santos são
as obras-primas da graça de Deus, quando os honramos, honramos Aquele que os
fez, o seu Redentor e Santificador. Vale a pena recordar que, ao honrarmos os
santos, honramos também muitos seres queridos que já se acham com Deus na
glória. Por esta razão, além das festas especiais dedicadas a alguns santos
canonizados, a Igreja dedica um dia do ano para honrar toda a Igreja
triunfante, é a festa de Todos os Santos, que celebramos no primeiro dia
de novembro.
Portanto,
se quisermos assegurar a nossa permanente participação na comunhão dos santos,
não podemos menosprezar a nossa responsabilidade: ter uns pelos outros um
sincero amor sobrenatural e praticar a virtude da caridade fraterna por
pensamentos, palavras e obras, principalmente mediante o exercício das obras de
misericórdia corporais e espirituais.
Sem. Davi Paulo Coelho / Sem. Roberto Fontana
Talau
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