sábado, 10 de junho de 2017

Papa Francisco e a Santíssima Trindade: “Uma pessoa que ama os outros pela própria alegria de amar é reflexo da Trindade. Uma família em que se ama e se ajuda uns aos outros é um reflexo da Trindade. Uma paróquia em que se quer o bem e se partilham os bens espirituais e materiais é um reflexo da Trindade (…) A Virgem Maria, criatura perfeita da Trindade, nos ajude a fazer de toda a nossa vida, nos pequenos gestos e nas escolhas mais importantes, um hino de louvor a Deus amor”.

Santo Agostinho de Hipona, grande teólogo e doutor da Igreja, tentou exaustivamente compreender este grande mistério. Certa vez, passeava ele pela praia, completamente compenetrado, pediu a Deus luz para que pudesse desvendar o enigma. Até que deparou-se com uma criança brincando na areia. Fazia ela um trajeto curto, mas repetitivo. Corria com um copo na mão até um pequeno buraco feito na areia, e ali despejava a água do mar; sucessivamente voltava, enchia o copo e o despejava novamente. 

Curioso, perguntou à criança o que ela pretendia fazer. A criança lhe disse que queria colocar toda a água do mar dentro daquele buraquinho. No que o Santo lhe explicou ser impossível realizar o intento. Aí a criança lhe disse: “É muito mais fácil o oceano todo ser transferido para este buraco, do que compreender-se o mistério da Santíssima Trindade”. E a criança, que era um anjo, desapareceu.

Santo Agostinho concluiu que a mente humana é extremante limitada para poder assimilar a dimensão de Deus e, por mais que se esforce, jamais poderá entender esta grandeza por suas próprias forças ou por seu raciocínio. Só o compreenderemos plenamente, na eternidade, quando nos encontrarmos no céu com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

sábado, 29 de abril de 2017

quinta-feira, 23 de março de 2017

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Padre Sérgio Jeremias

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terça-feira, 8 de novembro de 2016

DAVI PAULO COELHO

ROBERTO TALAU

A COMUNHÃO DOS SANTOS


No início deste mês de Novembro vamos refletir sobre o que significa ser santo e sobre a comunhão dos santos. No Evangelho de São Mateus encontramos estas palavras de Jesus: “Sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito” (5,48). Portanto, Deus é o único santo. O apóstolo Pedro nos exorta: “Como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos, também vós, em todo vosso proceder” (1Pd 1,15). Pelo batismo, recebemos a graça de Deus e a Santíssima Trindade vem habitar em nós. Somos templos do Espírito Santo e devemos conservar sempre Deus em nós, abrindo-nos sempre mais a Ele, deixando que sua graça nos transforme. Assim, vamos nos assemelhando cada vez mais ao Deus Santo. Isto é fruto do nosso esforço, mas é, sobretudo, dom da graça do Espírito Santo.
Deus é amor. Ser santo é, portanto, viver o amor puro a Deus e aos irmãos. Cristo mesmo falou que os benditos de seu Pai são aqueles que, por causa dele, fazem o bem a todos os necessitados. A palavra “Santo”, deriva do latim, e descreve a alma cristã que, incorporada em Cristo pelo Batismo, é morada do Espírito Santo. Essa alma é um santo no sentido original da palavra. Mas hoje comumente chamamos de santo àqueles que estão no céu.
A Igreja preserva o sentido original da palavra na oração do Credo dos Apóstolos, quando dizemos “creio na comunhão dos santos”. Esta comunhão refere-se a uma comunicação entre as almas em que o Espírito Santo, o Espírito de Cristo, tem a sua morada. Esta comunicação diz respeito em primeiro lugar a nós mesmo, que somos membros da Igreja na terra. Essa nossa comunhão chama-se Igreja militante, isto é, a Igreja que ainda luta com o pecado e o erro. Quando caímos em pecado mortal cortamos a comunhão com os outros membros do Corpo Místico de Cristo enquanto continuarmos a excluir o Espírito Santo da nossa alma. As almas do purgatório também são membros da comunhão dos santos. Estão confirmadas na graça para sempre, embora tenham que purificar-se dos seus pecados veniais e das dívidas de penitência. Não podem ver a Deus ainda, mas o Espírito Santo está com elas e nelas, e nunca o poderão perder. A este “ramo” de comunhão da Igreja designa-se como Igreja padecente. E finalmente, temos a Igreja triunfante, que é composta pelas almas dos bem-aventurados que se encontram no céu. É a Igreja eterna, a que absorverá tanto a Igreja militante como a padecente depois do Juízo Final.
Isso significa que todos nós estamos unidos em Cristo, os santos do céu, as almas do purgatório e os que ainda vivemos na terra, e devemos ter consciência das necessidades dos outros. Por isso os santos do céu amam todas as almas em que Cristo habita. Os santos devem amar as almas que Jesus ama, e o amor que os santos do céu têm pelas almas do purgatório e pelas almas da terra não é um amor passivo, estão intercedendo por nós. Se a oração de um homem bom na terra pode mover o coração de Deus, como não será a força das orações que os santos oferecem por nós! Eles são os heróis de Deus, seus amigos íntimos.
Nós, da nossa parte, devemos venerar e honrar os santos. Não só porque eles intercedem por nós, mas porque o nosso amor a Deus assim o exige. Os santos são as obras-primas da graça de Deus, quando os honramos, honramos Aquele que os fez, o seu Redentor e Santificador. Vale a pena recordar que, ao honrarmos os santos, honramos também muitos seres queridos que já se acham com Deus na glória. Por esta razão, além das festas especiais dedicadas a alguns santos canonizados, a Igreja dedica um dia do ano para honrar toda a Igreja triunfante, é a festa de Todos os Santos, que celebramos no primeiro dia de novembro.
Portanto, se quisermos assegurar a nossa permanente participação na comunhão dos santos, não podemos menosprezar a nossa responsabilidade: ter uns pelos outros um sincero amor sobrenatural e praticar a virtude da caridade fraterna por pensamentos, palavras e obras, principalmente mediante o exercício das obras de misericórdia corporais e espirituais.




Sem. Davi Paulo Coelho / Sem. Roberto Fontana Talau